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sexta-feira, 06/02/2026 | Ano | Nº 6156
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Editorial

Novo ciclo

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O superávit de US$ 4,3 bilhões registrado pela balança comercial brasileira em janeiro reforça que o setor externo segue em situação positiva, mas já dá sinais claros de transição para um ciclo de menor folga. O resultado, o segundo melhor para meses de janeiro na série histórica, foi consequência da retração expressiva das importações, que recuaram quase 10%, refletindo ajuste de estoques e moderação da demanda interna.

Do lado das exportações, o desempenho foi desigual. A agropecuária voltou a sustentar o saldo, amparada por soja, milho e carnes, enquanto a indústria extrativa sentiu o impacto da queda nas vendas de petróleo bruto e minério de ferro.

Houve avanço expressivo das vendas para China, Índia e países do Oriente Médio, ao mesmo tempo em que se observaram quedas significativas em mercados tradicionais, como Estados Unidos, Argentina e países europeus. As perspectivas apontam para um superávit ainda elevado em 2026, com projeções entre US$ 66 bilhões e US$ 74 bilhões, segundo estimativas de mercado.

A balança comercial continuará exercendo papel central no equilíbrio externo do País, mas com uma margem de segurança menor do que a observada nos anos recentes, exigindo atenção redobrada à competitividade e à diversificação da pauta exportadora.

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