Editorial
Resultados concretos

A queda expressiva dos alertas de desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado indica que o Brasil voltou a avançar na agenda ambiental com base em políticas públicas consistentes. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais divulgados ontem mostram reduções significativas – 35% na Amazônia e 6% no Cerrado –, além de um recuo histórico de 93% nos indicadores de degradação florestal amazônica, resultado direto do monitoramento científico e do reforço da fiscalização.
A retomada da coordenação interministerial e o fortalecimento das ações do Ibama e do ICMBio comprovam que presença do Estado e uso inteligente de dados produzem resultados concretos. Ao mesmo tempo, os números confirmam uma tendência estrutural de queda do desmatamento desde 2022, sem prejuízo ao crescimento econômico, como destacou a ministra Marina Silva.
O alerta, porém, permanece no Pantanal, onde houve alta recente nos desmatamentos. O contraste reforça que os avanços precisam ser consolidados e expandidos a todos os biomas. A experiência recente deixa uma lição clara: quando ciência, fiscalização e vontade política caminham juntas, é possível preservar florestas, impulsionar a economia e reafirmar o protagonismo ambiental do Brasil.
