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Desafio climático

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Desafio climático

Relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais aponta que 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com reflexos diretos no Brasil: mais de 336 mil pessoas afetadas e R$ 3,9 bilhões em prejuízos provocados por secas, enchentes e deslizamentos.

A recente tragédia em Minas Gerais, novamente castigada por chuvas intensas, evidencia o tamanho do desafio. Dos 853 municípios mineiros, 306 estão em áreas suscetíveis a deslizamentos e enxurradas, colocando cerca de 1,5 milhão de pessoas sob risco. No total, o País registrou 1.493 eventos hidrológicos em um único ano, concentrados sobretudo no Sudeste.

O cenário projetado indica mais ondas de calor, eventos extremos mais frequentes e impactos sociais cada vez mais severos. Mais grave ainda é a exposição estrutural: 2.095 municípios brasileiros estão sob risco geológico e hidrológico. A questão climática no Brasil deixou de ser apenas ambiental: é econômica, social e fiscal.

Com um aumento de 222% nos desastres climáticos desde os anos 1990, o alerta é claro: investir em ciência, monitoramento, planejamento urbano e fortalecimento da defesa civil é imperativo. A prevenção custa menos que a reconstrução. Ignorar os dados é insistir em transformar eventos extremos em tragédias anunciadas.

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