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Editorial

Autossuficiência

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A escalada recente do preço do óleo diesel revela, mais uma vez, uma fragilidade estrutural da economia brasileira: a dependência externa de um insumo vital para o funcionamento do País. O Brasil, que ainda importa cerca de 30% do que consome, vê sua logística pressionada e seus custos internos se elevarem em cadeia.

Não se trata apenas de mais um combustível, mas do principal vetor do transporte de cargas e de passageiros, base do agronegócio e elemento central da dinâmica produtiva nacional. Quando seu preço sobe, como ocorreu nas últimas semanas, os efeitos se espalham rapidamente, pressionando alimentos, fretes e serviços. Medidas como a redução de tributos e a concessão de subsídios aliviam momentaneamente o problema, mas não enfrentam sua raiz.

Nesse contexto, a sinalização da Petrobras de buscar a autossuficiência em diesel em até cinco anos é ambiciosa e necessária. A ampliação da capacidade de refino aponta para uma estratégia de redução da vulnerabilidade externa. Ainda assim, trata-se de um desafio técnico, financeiro e regulatório de grande escala.

O problema do diesel no Brasil é estrutural. A dependência de importações coloca o País em posição de recorrente instabilidade. Superar esse cenário passa por repensar a matriz energética e a própria lógica de transporte.

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