Editorial
Avanço ambiental e institucional
A redução dos índices de desmatamento nos principais biomas brasileiros revela que fiscalização, monitoramento científico e políticas ambientais consistentes produzem resultados concretos. Os números mais recentes da Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado mostram uma trajetória de desaceleração que precisa ser reconhecida como avanço ambiental e institucional.
Na Mata Atlântica, a queda de 28% no desmatamento em 2025 levou o bioma ao menor índice da série histórica. Na Amazônia, os alertas caíram 35%, enquanto o Cerrado registrou redução de 6%.
Os dados desmontam a falsa tese de que preservação ambiental impede crescimento econômico. O próprio governo federal destaca que o agronegócio continuou avançando, novos mercados foram abertos e acordos comerciais internacionais seguiram em negociação mesmo com o fortalecimento das ações de controle ambiental.
O cenário, porém, ainda exige cautela. A expansão agropecuária continua sendo a principal causa da destruição florestal, grande parte dela com indícios de ilegalidade. É preciso fortalecer os instrumentos legais, técnicos e científicos que tornaram essa redução possível. Relaxar o controle ambiental neste momento pode significar comprometer anos de avanços e ampliar os riscos climáticos que já afetam o País.