História
Construtores de AL – CXLI
Jarbas Elias da Rosa Oiticica, natural de Rio Largo, nasceu em 05.06.1924 e deixou um pensamento que merece ser reproduzido:
“No decorrer de minha própria vida, procurei seguir o conselho de Anatole France: ‘Se encontrares uma bela ideia, não hesites em segui-la e cultivá-la. É melhor construir e não destruir, servir e não escravizar, amar e não odiar’.”
Graduou-se em Agronomia pela Escola Nacional de Agronomia, no Rio de Janeiro (1947); pós-graduou-se em Desenvolvimento Industrial, no San Francisco State College (1965-1966); estagiou na indústria açucareira de beterraba, na França (1975); realizou viagens técnicas ao setor açucareiro da África do Sul e da África Oriental, bem como participou de missão governamental na Costa Rica.
Empreendeu diversas viagens ao exterior, aperfeiçoando sua formação para exercer relevantes cargos: presidente da Sociedade de Agrônomos e Veterinários de Alagoas (1956-1957); presidente da Sociedade dos Técnicos Açucareiros do Brasil (1977-1981); membro da Comissão Estadual do Álcool (1976-1980); vice-presidente regional da International Society of Sugar Cane Technologists (1977-1980); conselheiro da extinta CODEAL (1979); e membro do Conselho de Curadores da Fundação Educacional Jaime de Altavila.
Publicou Análise Foliar – Crog Log System, Revivências, Riachão e Dossiê Chambram – A Saga do Motor Álcool e Água, além de dezenas de artigos na Gazeta de Alagoas e nos extintos Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas.
Foi agrônomo da Sociedade Distribuidora de Indústrias Brasileiras Ltda. (SODIB); diretor-secretário da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Vale do Mundaú; atuou na Usina Santa Clotilde entre 1959 e 1967; foi diretor da Extração Experimental de Cana-de-Açúcar (1967-1974) e diretor-executivo da Mundaú Agropecuária S.A.
Recebeu medalhas e títulos honoríficos pelo seu dinâmico trabalho em prol de Alagoas. Deixou, portanto, o Dr. Jarbas Elias da Rosa Oiticica marcas indeléveis.
No âmbito das usinas, foi um verdadeiro empreendedor vitorioso, quer dirigindo-as, quer revitalizando a produção para atender às exportações da época. Diria que buscou qualificação no exterior com o propósito de servir à sua querida Alagoas, bem como ao Brasil. Merece, pois, integrar a série Construtores de Alagoas, que estou escrevendo na Gazeta de Alagoas.