Editorial
Cidadania ampliada
Números divulgados nesta semana pelo IBGE trazem uma notícia que merece ser celebrada: o Brasil alcançou em 2025 a menor taxa de analfabetismo da série histórica iniciada em 2016. Hoje, 4,9% da população com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever, percentual significativamente inferior aos 6,7% registrados há nove anos.
A redução demonstra que os investimentos em educação, a ampliação do acesso à escola e as políticas de alfabetização produziram resultados concretos ao longo das últimas décadas. O avanço é ainda mais evidente entre as novas gerações, reflexo da quase universalização do ensino fundamental e da ampliação das oportunidades educacionais. Também chama atenção a queda do analfabetismo entre os idosos, grupo historicamente mais afetado pela exclusão escolar.
Apesar disso, ainda existem 8,4 milhões de analfabetos no País, concentrados principalmente entre a população idosa e nas regiões mais pobres. É preciso agora transformar os avanços em uma conquista definitiva, garantindo que a alfabetização alcance todos os brasileiros e que a educação continue sendo um instrumento de redução das desigualdades e promoção da cidadania. O Brasil tem razões para celebrar os resultados alcançados. Mais do que isso, tem motivos para perseverar no caminho que tornou possível essa evolução.