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Editorial

Medidas estruturais

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O avanço da inadimplência no Brasil acende um importante sinal de alerta para a economia. Com a taxa média das operações de crédito alcançando 4,7% em maio, maior nível da série histórica do Banco Central iniciada em 2011, fica evidente que famílias e empresas enfrentam dificuldades crescentes para honrar seus compromissos financeiros.

As causas desse cenário são múltiplas. O elevado custo do crédito, a pressão sobre o orçamento das famílias, o aumento do endividamento e a persistência de juros elevados reduzem a capacidade de pagamento dos consumidores. A alta dos atrasos indica que muitos brasileiros já operam no limite de suas finanças.

As medidas de renegociação de dívidas, como o novo Desenrola Brasil, representam um importante instrumento para aliviar a situação de milhares de famílias. No entanto, os dados mostram que programas emergenciais, isoladamente, não são suficientes para reverter o quadro.

Superar essa situação passa pela ampliação da renda, pela educação financeira, pelo fortalecimento da atividade econômica e pela criação de condições para um crédito mais acessível. Sem essas medidas estruturais, o recorde atual pode representar apenas mais um capítulo de um problema que tende a se prolongar.

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