Editorial
Prevenção necessária
O governo federal acerta ao tratar o El Niño como um desafio que exige planejamento, e não apenas reação. A experiência dos últimos anos mostrou que os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção para se tornarem parte da realidade brasileira, exigindo políticas públicas permanentes e coordenadas.
O anúncio de R$ 1,3 bilhão em investimentos, com reforço nos estoques de alimentos, ampliação das ações de segurança hídrica, combate a incêndios, monitoramento climático e diversificação da matriz energética, representa um passo importante para reduzir os impactos do fenômeno. A estratégia também reconhece que o El Niño produz efeitos distintos em cada região do País.
A eficácia dessas medidas, porém, dependerá da capacidade de execução e da articulação entre União, estados e municípios. Obras de infraestrutura hídrica, fiscalização ambiental e assistência às populações mais vulneráveis precisam sair do papel no tempo certo para que o planejamento produza resultados concretos.
Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais frequentes, prevenir custa menos do que remediar. Mais do que responder à emergência, o País precisa consolidar uma política permanente de adaptação climática, capaz de proteger vidas, reduzir prejuízos econômicos e garantir maior segurança para a população.
Suspeito de matar ex-companheira em cavalgada em Igreja Nova é preso
Ex-companheiro é condenado por matar professora em Viçosa
Caso Nayane Gaspar: IML conclui exame e aponta causa da morte
Estudante de 13 anos morre após passar mal em escola de Maceió