Editorial
Prudência
A decisão do Copom de reduzir, nessa quarta-feira (16), a Selic em 0,25 ponto percentual representa um movimento importante, mas ainda cercado de cautela. É a quinta redução consecutiva, em um momento em que os sinais de desaceleração da atividade econômica começam a aparecer com maior nitidez.
Mesmo com o novo corte, a taxa de juros brasileira permanece entre as mais altas do mundo, inclusive quando se considera o juro real. O patamar elevado continua impondo custos ao crédito, ao consumo e aos investimentos, embora contribua para conter as pressões inflacionárias.
O comunicado do Copom não antecipou os próximos passos. Ao contrário, ressaltou o ambiente de incertezas, as expectativas de inflação ainda desancoradas e a necessidade de cautela. Por isso, as avaliações dos economistas divergem: enquanto parte do mercado espera uma pausa, outros ainda veem espaço para mais um corte de 0,25 ponto percentual neste ano.
Há ainda fatores externos que recomendam prudência, sobretudo a trajetória dos juros nos Estados Unidos, além das tensões geopolíticas e de seus possíveis efeitos sobre petróleo, câmbio e inflação. A próxima etapa da política monetária dependerá, portanto, menos de expectativas e mais da capacidade de os dados confirmarem que a inflação está, de fato, caminhando de forma sustentável para a meta.
Preso na Paraíba, homem diz ter matado 80 pessoas
Gustavo Corrêa, de 29 anos, está desaparecido há dois dias em Arapiraca
Vizinho é preso suspeito de agredir criança e esfregar rosto dela no chão em AL
TV Gazeta inicia nesta quinta-feira (17) entrevistas com candidatos ao Senado