Editorial
Não violência
A dois dias das eleições gerais no Brasil, uma das propostas mais cobradas dos candidatos tem sido uma solução para o grave problema da violência.
Celebrado nesta sexta-feira (2), o Dia Internacional da Não Violência recupera uma mensagem que atravessou gerações. Instituída pela ONU em 2007, a data coincide com o nascimento de Mahatma Gandhi, símbolo da resistência não violenta.
Quase oito décadas após sua morte, guerras e conflitos continuam produzindo vítimas. Em 2025, 49 países registraram conflitos armados, com cerca de 238 mil mortes estimadas pelo Sipri. As cem maiores empresas de armas, por sua vez, alcançaram receitas recordes de US$ 679 bilhões em 2024.
Os efeitos chegam à economia. Conflitos em regiões estratégicas afetam o petróleo e pressionam combustíveis, transportes e preços. Em 2026, uma nova crise no Oriente Médio levou o barril à faixa de US$ 90 a US$ 100, segundo o FMI.
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No Brasil, organizações criminosas ampliaram estruturas de tráfico, lavagem de dinheiro e controle territorial. Investigações apontam ainda tentativas de influência sobre processos eleitorais, fatos sob apuração que não permitem generalizações.
Em Alagoas, os CVLIs caíram 61,95% entre janeiro e julho, passando de 1.343, em 2012, para 511 neste ano. O Estado informa investimentos de cerca de R$ 870 milhões em Segurança Pública entre maio de 2022 e agosto de 2026.
Os indicadores mostram avanço, mas o desafio permanece. A mensagem de Gandhi lembra que segurança exige repressão e inteligência contra o crime, mas também educação, oportunidades, prevenção, Justiça eficiente, instituições fortalecidas e diálogo. A não violência permanece como um desafio ainda por cumprir.