Professor
Aos mestres, com carinho
Embora lembrado oficialmente uma única vez no ano, o professor é, antes de tudo, um forte, considerando-se a resistência às intempéries impostas pelo cotidiano da profissão, que vão desde os raquíticos salários, passando pelas agruras do processo de ensino-aprendizagem, que colocam o profissional em condição indigna.
Fazendo-se uma análise sobre a atual situação da carreira do magistério em nosso país, constata-se que, a cada ano, o desestímulo para seguir em frente parece ter tomado conta de todos os que ainda apostam na educação como salvaguarda cultural.
Embora, com a proximidade do dia 15 de outubro, surjam aqui e acolá singelas lembranças ao magistério, incluindo-se as revestidas do tradicional sabor demagógico característico desses momentos em que se lembram datas, nada de concreto, ao final, é conferido àqueles que assentam as lajes de sustentação das demais carreiras.
Neste ano, por exemplo, aprovou-se a Lei nº 15.388/2026, a qual traçou as diretrizes para sua execução em uma década, versando sobre alguns pontos que, à primeira vista, poderiam parecer novéis.
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Todavia, quando examinadas mais a fundo, percebe-se que as metas se revestem, simplesmente, de “mais do mesmo” do Plano Nacional de Educação que já vigia à época e, ainda assim, não serão facilmente executáveis como propostas, considerando a situação orçamentária real do país.
Entre os principais pontos aprovados, têm-se, por exemplo: a obtenção de maior qualidade na aprendizagem, com foco na melhoria dos resultados educacionais; a busca de maior financiamento para a educação, propondo-se um aumento gradual do investimento público; uma maior gestão democrática e inclusão, com a promoção de uma gestão participativa e inclusiva nas escolas; a valorização da diversidade, com o reconhecimento e respeito às diferentes culturas e identidades.
Esses intentos, embora componham, em parte, um conjunto que representa o rumo natural e desejável que a educação tem de seguir, criam desafios tanto para os governos como para a própria comunidade estudantil, já que ainda estamos, presentemente, buscando equacionar os efeitos que algumas medidas impuseram ao ensino médio, em termos de carga horária e de competências.