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Editorial

Novo capítulo

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O fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas, previstos na Proposta de Emenda Constitucional aprovada nesta semana pelo Senado, representam um novo capítulo na história dos direitos trabalhistas no Brasil. A mudança retoma uma trajetória de conquistas que teve marcos importantes na criação do Ministério do Trabalho, em 1930, e na atuação de seu primeiro titular, Lindolfo Collor, responsável por iniciar a organização institucional das políticas trabalhistas e sindicais no governo Getúlio Vargas.

Em 1943, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) reuniu normas de proteção aos trabalhadores. Décadas depois, a Constituição de 1988 ampliou garantias e reduziu a jornada semanal de 48 para 44 horas. A equiparação dos direitos das trabalhadoras domésticas, em 2013, representou outro avanço contra desigualdades históricas.

A proposta de redução da jornada sinaliza uma nova etapa nesse percurso e reforça a necessidade de conciliar produtividade e competitividade com saúde, convivência familiar e qualidade de vida. A transição exige planejamento e diálogo entre governo, empresas e sindicatos, sem perda salarial nem precarização dos empregos. O desenvolvimento de um país não se mede apenas pelo que produz, mas também pela dignidade e pelo tempo de vida que garante a quem trabalha.

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