Reflexão
Brasil, passado, presente e futuro
Observando que só podemos projetar o futuro conhecendo o passado, uma coleção de acertos e desacertos, experiências vividas, o que deu certo ou errado, o que passou e o que não passou e talvez não passará, percebemos o que precisa mudar ou se ajustar aos novos tempos, a uma nova ordem de coisas, a uma nova realidade.
Como analisar o hoje, fruto de tudo o que já passou, sem ter conhecimento de, pelo menos, parte relevante de nosso caminho ao longo de mais de cinco séculos?
É importante também ter conhecimento, ainda que parcial, sobre o resto do mundo, para saber entendê-lo e como interagir com os de fora.
É necessário ter conhecimento elementar do que vem a ser democracia, tão falada nos discursos, mas pouco praticada, dos problemas sociais, das consequências da desigualdade como o mal maior e da capital importância da educação para o hoje e, principalmente, como alicerce do porvir.
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Será que os candidatos ao trono republicano do nosso Brasil conhecem nossa história, dos detalhes aos fatos principais, ainda que parcialmente? Seriam aprovados num exame básico sobre quem fomos e o que somos? Sinceramente, tenho dúvidas. Não estou certo disso, em face do grave comprometimento que externam em pensamentos, palavras e obras.
Temos assistido a manifestações grotescas de ignorância, oportunismo e carência de educação elementar para uso próprio e nas relações com terceiros, ou seja, com todos nós, como plateia temerosa do que pode estar a caminho.
Isto posto, apenas para uma reflexão, ainda que tardia sob vários aspectos, será que não seria importante, para efeito do processo de gestão pública no país, a exigência, como pré-requisito básico e elementar para os cargos pretendidos, da apresentação, pelos candidatos, de um certificado de conclusão de curso preparatório para tão importante missão de condução do nosso destino? Refiro-me à hoje desprezada OSPB (Organização Social e Política Brasileira), concebida em 1960 e lecionada principalmente no ensino médio (antigo 2º grau), com foco no ensino sobre a estrutura social e política do país, a Constituição e o funcionamento dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, naturalmente, sem prejuízo de temas essenciais dentro das disciplinas de História, Geografia e Sociologia.
A visível carência de educação básica e de preparo técnico, funcional e legal para os cargos disputados recomenda providências dessa natureza, na tentativa de evitar constrangimentos e sentimentos de vergonha alheia, tanto aqui dentro de casa quanto lá fora, nos organismos internacionais, quando os candidatos estiverem representando a nação. Esta fica submetida à grotesca e visível ignorância dos candidatos, nos níveis municipal, estadual e nacional, que se apresentam de forma risível como salvadores da pátria, dotados de superpoderes e capacidade de gestão.
Certamente, aprenderam no primário que quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral. Resta saber quem vai redescobrir o Brasil, quantas caravelas serão necessárias, quantos homens armados e desarmados estarão presentes e se o desembarque será mais uma vez no Nordeste, em Porto Seguro. Será que continua seguro? Teremos a segunda primeira missa? Talvez, quem sabe, pode ser. Que seja o que Deus quiser.