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Cobranças sobre o Plano Diretor marcam abertura do ano legislativo em Maceió

Documento atualmente em vigor é de 2005 e já não responde à dinâmica urbana, social e ambiental da capital alagoana

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Cobranças sobre o Plano Diretor marcam abertura do ano legislativo em Maceió
Cobranças sobre o Plano Diretor marcam abertura do ano legislativo em Maceió | Foto: Dicom CMM

A abertura das sessões Especial e Ordinária da Câmara Municipal de Maceió, realizada ontem (3), foi marcada por um tom crítico incomum, inclusive entre vereadores da base de apoio ao prefeito JHC (PL). Em meio a discursos duros, a principal cobrança recaiu sobre a ausência do Plano Diretor atualizado da cidade, prometido há pelo menos três anos e ainda não enviado pelo Executivo ao Legislativo.

O documento atualmente em vigor é de 2005 e já não responde à dinâmica urbana, social e ambiental da capital alagoana.

O atraso na atualização do Plano Diretor tem provocado efeitos concretos e graves. Parlamentares denunciaram a proliferação de edifícios de grande porte no litoral norte – especialmente em Jacarecica, Guaxuma e Garça Torta – sem a devida intervenção da prefeitura, agravando problemas de saneamento, mobilidade e impacto ambiental.

Mesmo diante do cenário de crise urbana, a parte inicial da sessão teve tom festivo. Com a presença de 25 dos 27 vereadores, a Câmara abriu os trabalhos com uma apresentação especial do Pinto da Madrugada, que, pela primeira vez em 27 anos, foi convidado oficialmente para uma sessão legislativa.

O fundador do bloco, Braga Lira, destacou o papel cultural e institucional da agremiação e convidou os parlamentares para o desfile deste sábado, que deve reunir cerca de 500 mil foliões na orla de Maceió.

O presidente da Câmara, Chico Filho apresentou um balanço administrativo do Legislativo, citando obras, investimentos, reordenamento funcional, reaproximação com a população e a contratação de 30 servidores concursados. No entanto, fez questão de cobrar publicamente o envio do Plano Diretor pela prefeitura.

Vereadores como Leonardo Dias (PL), Teca Nelma (PT) e Allan Pierre (MDB) reforçaram as críticas, apontando prejuízos sociais, econômicos e ambientais. “Não dá mais para esperar. É uma exigência do Estatuto da Cidade”, alertou Pierre.

SAÚDE

Além da pauta urbanística, a crise na saúde pública também ganhou destaque. Leonardo Dias sugeriu a criação de uma comissão especial para fiscalizar o funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos hospitais, diante das recorrentes denúncias de falta de atendimento, escassez de medicamentos e atrasos em cirurgias, especialmente no tratamento de pacientes oncológicos.

Ao final da sessão, os vereadores aprovaram mais de 30 indicações de obras, concederam licença de 121 dias ao vereador Sílvio Camelo Filho (PV) e deram posse ao suplente Charles Hebert (PCdoB). AF

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