Justiça Eleitoral
Marcial Coêlho é o novo chefe da Procuradoria Regional Eleitoral em AL
À frente do órgão responsável por coordenar a atuação do MPE nas eleições, ele promete atuação firme, técnica e justa


O Ministério Público Federal (MPF) escolheu o procurador da República Marcial Duarte Coêlho como novo chefe da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) em Alagoas, órgão responsável por coordenar a atuação do Ministério Público Eleitoral no Estado durante as eleições gerais de 2026. Na segunda-feira (2), ele participou de sua primeira sessão no Tribunal Regional Eleitoral.
Em entrevista à Gazeta, o procurador, que ficará na função até 2027, destacou que o principal desafio do próximo pleito será o ambiente de forte polarização política, típico das eleições gerais, nas quais estão em disputa cargos que vão do âmbito nacional ao local. Segundo ele, esse cenário tende a acirrar os ânimos e intensificar discursos de ódio, exigindo maior responsabilidade de todos os atores envolvidos no processo democrático.
“Esse ambiente tende a intensificar discursos de ódio e a tensionar o debate público, o que exige ainda mais responsabilidade de todos os atores envolvidos no processo democrático”, afirmou.
Outro ponto de atenção ressaltado por Marcial Duarte Coêlho é a desconfiança seletiva em relação ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas. Para o procurador regional eleitoral, esse comportamento representa um cenário preocupante, sobretudo diante do histórico de segurança do modelo brasileiro.
“O Brasil possui um dos sistemas eleitorais mais seguros do mundo, com múltiplas camadas de auditoria e fiscalização. Tenho plena confiança nesse modelo e inúmeras comprovações, diretas e indiretas, da sua segurança”, reforçou.
De acordo com ele, caberá ao Ministério Público Eleitoral atuar de forma firme para reafirmar a lisura do processo eleitoral, fortalecendo a confiança da sociedade na integridade das eleições e no funcionamento das instituições democráticas.
A atuação da PRE em Alagoas também estará voltada ao uso indevido de novas tecnologias, especialmente da inteligência artificial, que vem sendo utilizada para a produção de conteúdos falsos, como deep fakes, áudios, imagens e vídeos manipulados com potencial de influenciar o eleitorado.
“Esse fenômeno exige respostas rápidas e coordenadas das instituições”, destacou o procurador.
Marcial Duarte Coêlho chamou atenção ainda para o papel das redes sociais e aplicativos de mensagens, como WhatsApp, Instagram e Telegram, que podem tanto servir à disseminação de desinformação quanto funcionar como ferramentas importantes no combate às fake news.
Segundo ele, o cenário demanda atenção permanente, atuação estratégica e fiscalização, inclusive no debate sobre regulação dessas plataformas. “Nossa missão é reafirmar a confiança no processo eleitoral, saudar a democracia brasileira e fortalecer as instituições republicanas. O Ministério Público Eleitoral atua como representante do eleitor e da eleitora, com o compromisso de garantir eleições livres, íntegras e transparentes”, concluiu.
