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Eleições 2026

Janela partidária redesenha forças em Alagoas e fortalece o MDB na ALE

Mudanças foram pontuais na Câmara Federal, mas mudam configuração no Legislativo estadual

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André Silva, Lelo Maia, Gabi Gonçalves e Tenório migraram para o MDB
André Silva, Lelo Maia, Gabi Gonçalves e Tenório migraram para o MDB | Foto: Divulgação ALE

O encerramento da janela partidária, na última sexta-feira (3), redesenhou a composição das principais casas legislativas de Alagoas e expôs diferentes níveis de movimentação política entre os parlamentos. Enquanto na Câmara dos Deputados as mudanças foram pontuais, na Assembleia Legislativa (ALE) o cenário passou por uma reconfiguração significativa, com impacto direto na correlação de forças entre os partidos.

Na Câmara Federal, a movimentação foi discreta. Dos nove deputados alagoanos, apenas Alfredo Gaspar mudou de legenda, deixando o União Brasil para se filiar ao PL. Os demais parlamentares mantiveram suas filiações, preservando o equilíbrio já existente.

O MDB segue representado por Isnaldo Bulhões Júnior e Rafael Brito; o PT permanece com Paulão; o PSD com Luciano Amaral; enquanto a federação União Progressista concentra Arthur Lira, Marx Beltrão, Fábio Costa e Daniel Barbosa.

Se em Brasília o cenário pouco mudou, na Assembleia Legislativa de Alagoas o movimento foi intenso. Pelo menos seis deputados estaduais trocaram de partido durante a janela, promovendo alterações relevantes na composição das bancadas.

O MDB foi o principal beneficiado, ampliando sua bancada de 14 para 16 parlamentares. Os novos integrantes são os deputados André Silva, Lelo Maia, Gabi Gonçalves e Francisco Tenório — estes dois últimos confirmando a filiação já nos momentos finais da janela — além de reforços que consolidam o partido como a maior força da Casa.

A federação União Progressista, por sua vez, sofreu uma leve redução, passando de sete para seis deputados, mesmo com a chegada de Antônio Albuquerque. Já a Federação Brasil da Esperança ampliou sua presença, saltando de dois para quatro parlamentares, com as filiações de Breno Albuquerque e Marcos Barbosa.

Outro destaque foi o encolhimento de siglas que perderam completamente a representação na Casa. Republicanos e Avante, que antes contavam com parlamentares, saem da Assembleia sem nenhuma cadeira. O PL, por sua vez, manteve representação mínima, com apenas um deputado (Cabo Bebeto).

O redesenho partidário na ALE reforça a hegemonia do MDB e amplia o peso do grupo governista dentro do Legislativo estadual, ao mesmo tempo em que reorganiza o espaço das federações e reduz a fragmentação partidária.

TENSÃO

Na Câmara de Maceió, embora a janela partidária não se aplicasse formalmente aos vereadores, o período também foi marcado por movimentações e tensão política. Três vereadores deixaram o PL para se filiar ao PSDB, atendendo a articulações do ex-prefeito JHC. Com isso, a bancada do PL foi reduzida de 11 para 8 parlamentares.

A mudança, no entanto, deve ser judicializada. O PL informou que pretende reivindicar os mandatos na Justiça Eleitoral, sob alegação de infidelidade partidária, o que pode abrir uma nova frente de disputa política na capital.

Outra movimentação relevante foi a do vereador Zé Márcio Filho, que deixou o MDB, com autorização da legenda, e se filiou ao PSD, sem risco de contestação judicial.

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