Legislativo municipal
PP vai à Justiça por vaga na Câmara ocupada pelo PSDB
Vereador João Luiz, que havia anunciado sua renúncia na semana passada, recua e decide permanecer no cargo
O vereador Pastor João Luiz (PSDB) recuou da decisão de renunciar e anunciou ontem que permanecerá no cargo. No entanto, fez críticas à falta de apoio da Câmara, que, segundo ele, não lhe forneceu estrutura mínima para o exercício do mandato e da atividade parlamentar. O vereador também afirmou estar preparado para continuar na função e apresentar projetos voltados à melhoria da infraestrutura da cidade.
A manifestação ocorreu após o parlamentar tomar conhecimento de que o diretório estadual do Partido Progressista (PP) ingressaria, nesta quarta-feira (28), com uma ação na Justiça para assumir interinamente a cadeira do vereador Thiago Prado (PP), que se licenciou para ocupar a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã.
A medida, que levou à desistência da renúncia anunciada anteriormente, evidencia um ambiente de instabilidade em torno da ocupação de cadeiras no Legislativo municipal.
O episódio teve início com a licença de Thiago Prado, abrindo espaço para suplentes. Ao assumir interinamente, Pastor João Luiz encontrou um cenário atípico: sem gabinete, sem autorização para contratar assessores e sem estrutura mínima de trabalho. A insatisfação culminou em um anúncio público de renúncia, feito nas redes sociais na sexta-feira (25), em tom de indignação com o tratamento recebido na Casa. A reviravolta ocorreu após conseguir contratar quatro assessores.
Paralelamente, a disputa pela cadeira ganhou contornos jurídicos. O Partido Progressista (PP), por meio do advogado Fábio Gomes, ingressará na Justiça Eleitoral para reivindicar que a vaga seja ocupada por um suplente da legenda. Segundo o partido, a cadeira pertence ao PP.
O presidente da Câmara, Chico Filho (PSDB), sustenta que a Casa seguiu parecer jurídico ao convocar suplentes conforme a lista da Justiça Eleitoral, evitando deliberar sobre fidelidade partidária. Ele explicou que inicialmente foi convocado o suplente João Catunda (PSDB), que não permaneceu no cargo; em seguida, foi chamado João Luiz, que deixou o PP e se filiou ao PSDB. “Se o pastor não permanecesse no cargo, seria convocado o terceiro suplente, o médico Ronaldo Luz. Mas o pastor João não formalizou a renúncia. Ele está no plenário”, afirmou o presidente.