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Pré-campanha

Renan Filho ganha força no interior e passa a ter legado questionado por JHC

Fortalecido por novos apoios, senador vê ex-prefeito direcionar ataques a realizações de suas gestões

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Imagem ilustrativa da imagem Renan Filho ganha força no interior e passa a ter legado questionado por JHC
| Foto: Assessoria
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| Foto: Assessoria

A pré-campanha ao governo de Alagoas entrou em uma nova fase marcada pelo fortalecimento político de Renan Filho (MDB) no interior do Estado. Com prefeitos, vereadores e lideranças ampliando manifestações de apoio à sua pré-candidatura, o senador chega ao período pré-eleitoral sustentado por um legado de obras e investimentos que inclui ações nas áreas de saúde, infraestrutura, educação e segurança pública.

Diante desse cenário, o ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB) passou a direcionar sua estratégia para o questionamento direto dessas entregas, enquanto segue enfrentando os desdobramentos políticos do caso Banco Master.

O movimento ocorre em um momento de fortalecimento político do senador e de crescimento das articulações municipais em torno de sua pré-candidatura. Do outro lado, JHC busca colocar em xeque a narrativa construída por Renan Filho ao longo dos últimos anos, enquanto enfrenta cobranças e pedidos de investigação relacionados à aplicação de R$ 117 milhões de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (Iprev) em Letras Financeiras do Banco Master durante sua gestão à frente da Prefeitura de Maceió.

Nas últimas semanas, prefeitos, vereadores e lideranças municipais de diferentes regiões de Alagoas passaram a intensificar manifestações públicas de apoio ao projeto político liderado por Renan Filho. O movimento tem sido acompanhado por uma série de articulações voltadas à ampliação da base de sustentação do senador e ao fortalecimento de sua presença no interior.

Nos bastidores, aliados avaliam que a consolidação desses apoios municipais representa um dos principais ativos da pré-campanha. A estratégia busca ampliar a capilaridade política do grupo e reforçar a associação entre lideranças locais e o conjunto de investimentos realizados em diferentes regiões de Alagoas nos últimos anos.

A estratégia adotada por Renan Filho e seus aliados tem como principal ativo o conjunto de ações e investimentos realizados durante os dois mandatos à frente do governo de Alagoas e durante sua passagem pelo Ministério dos Transportes.

Entre os pontos mais frequentemente lembrados estão a ampliação da rede hospitalar, obras de infraestrutura, investimentos em educação, ações voltadas à mobilidade e programas que buscaram descentralizar serviços públicos e ampliar o atendimento à população do interior.

A segurança pública igualmente aparece entre os temas mais presentes no debate. Aliados do senador costumam destacar a redução dos índices de violência registrada ao longo dos governos do MDB, enquanto adversários questionam indicadores específicos e a percepção da população sobre os resultados alcançados.

CRÍTICAS

É justamente esse conjunto de realizações que passou a ocupar o centro da disputa política. Nos últimos meses, JHC intensificou críticas às obras, investimentos e indicadores associados aos governos de Renan Filho.

O discurso busca questionar se as entregas frequentemente apresentadas pelo grupo do senador produziram, de fato, a transformação percebida pela população.

Entre os temas explorados estão obras de infraestrutura, investimentos regionais e indicadores da área de segurança pública. Em alguns momentos, aliados do ex-prefeito passaram a utilizar recortes específicos de estatísticas criminais para tentar confrontar a narrativa de redução da violência construída durante os governos do MDB.

Ao levantar dúvidas sobre obras e resultados administrativos, o grupo de JHC tenta reduzir o peso eleitoral de um legado que continua sendo utilizado como argumento por prefeitos, vereadores e lideranças municipais que hoje integram a base política do senador.

Enquanto isso, JHC também enfrenta desgastes relacionados ao período em que administrou a Prefeitura de Maceió. Entre eles estão os questionamentos envolvendo a aplicação de R$ 117 milhões do Iprev em Letras Financeiras do Banco Master durante sua gestão.

O caso já motivou representações de sindicatos de servidores junto à Polícia Federal, pedidos de investigação por órgãos de controle e manifestações de lideranças políticas que cobram esclarecimentos sobre os critérios utilizados para a aplicação dos recursos previdenciários. Entidades sindicais defendem uma apuração aprofundada sobre as operações realizadas.

Com a aproximação de 2026, o cenário aponta para uma disputa cada vez mais concentrada em duas narrativas. De um lado, Renan Filho busca consolidar uma ampla rede de apoios municipais sustentada pelo legado de obras, investimentos e resultados administrativos acumulados ao longo dos últimos anos. Do outro, JHC tenta colocar esse legado em xeque, questionando se as transformações apresentadas pelo adversário correspondem à realidade percebida pela população.

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