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TRANSFERIDO

Vorcaro é transferido para a Papudinha após decisão de André Mendonça

Ex-banqueiro estava na Superintendência da Polícia Federal, no centro de Brasília, onde tentou fechar delação premiada

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Ex-banqueiro Daniel Vorcaro está preso desde novembro de 2025
Ex-banqueiro Daniel Vorcaro está preso desde novembro de 2025 | Foto: REPRODUÇÃO

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido ontem (25) da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para uma cela no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda — a chamada Papudinha. Os carros da Polícia Penal Federal deixaram a sede da PF às 18h13 e chegaram ao destino às 18h43. A transferência foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF.

Vorcaro estava na superintendência da PF desde março. A permanência no local facilitava o contato com advogados durante as negociações de um acordo de delação premiada com a PF e a Procuradoria-Geral da República. As duas propostas apresentadas pela defesa, no entanto, foram rejeitadas. As autoridades avaliaram que os termos oferecidos pelo ex-banqueiro avançavam pouco em relação ao que já havia sido apurado.

A PF pediu a transferência argumentando que a superintendência só dispõe de celas para presos de passagem, condição incompatível com a situação de Vorcaro, que cumpre prisão preventiva, sem prazo determinado. Mendonça atendeu ao pedido e, na mesma decisão, determinou que a direção da Papudinha adote medidas para evitar qualquer comunicação entre Vorcaro e outros presos da Operação Compliance Zero. A cautela se justifica porque no mesmo complexo está preso Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília e também alvo da operação. O ministro afirmou que a transferência não tem relação com as negociações de delação.

No despacho, Mendonça também ordenou que a direção da unidade comunique imediatamente ao STF qualquer ocorrência envolvendo Vorcaro ou outros presos da Compliance Zero. “Especialmente caso algum preso venha a ameaçar ou intimidar outro. A comunicação deverá ser acompanhada, sempre que possível, da descrição objetiva do ocorrido, da identificação dos envolvidos e das medidas administrativas adotadas para cessar o risco e preservar a integridade física e moral dos custodiados”, determinou o ministro.

Vorcaro é suspeito de liderar uma organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, intimidação, coerção e invasão. As investigações apontam que ele teria inflado artificialmente o valor do Banco Master por meio de carteiras de crédito falsas avaliadas em R$ 12 bilhões.

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