Investigação
Polícia Federal diz que instituto ignorou regras para investir no Master
A Polícia Federal afirma que o Iprev de Maceió descumpriu regras de sua própria política de investimentos ao aplicar recursos previdenciários no Banco Master. Em 2023, quando a política previa exposição de 0% a ativos bancários, o instituto investiu R$ 80 milhões na instituição, que, segundo a investigação, ainda não integrava a lista de bancos autorizados a receber recursos de regimes próprios de previdência.
O caso foi considerado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar buscas realizadas ontem.
Em dezembro de 2023, o Iprev aplicou R$ 80 milhões, com remuneração correspondente ao IPCA mais 7,60% ao ano. Em maio de 2024, foram investidos outros R$ 17 milhões, a IPCA mais 7,30%. As duas operações somam R$ 97 milhões.
A PF também aponta que, em 2024, quando o limite para ativos bancários passou a ser de 5%, a concentração de recursos do Iprev no Master chegou a cerca de 20%. A investigação identificou ainda justificativas genéricas para os aportes e falta de estudos suficientes sobre riscos, liquidez, solvência e alternativas de investimento.
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Segundo a PF, o Banco Master só passou a integrar a lista do Ministério da Previdência em 2024, após o primeiro aporte. Mendonça ressaltou que as divergências não comprovam fraude, mas exigem justificativas técnicas que, até o momento, seriam “inexistentes ou insuficientes”. O ministro autorizou as buscas e determinou o bloqueio de bens dos seis investigados até o limite de R$ 97 milhões.