Eleições 2026
Renan Filho leva caso Iprev ao horário eleitoral e cobra explicações de ex-prefeito
Candidato do MDB lança “silenciômetro” para pressionar adversário a explicar investimentos do órgão
O caso envolvendo a aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em títulos do Banco Master chegou ao guia eleitoral e ampliou o confronto entre os candidatos ao governo de Alagoas Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB).
Além de abordar o episódio na propaganda eleitoral, Renan lançou nas redes sociais o chamado “silenciômetro”, uma contagem dos dias em que JHC permanece sem se manifestar publicamente.
“JHC, por que esse silêncio gigante?”, questiona Renan no início do vídeo.
Na sequência, o candidato lembra que Ronnie Reyner Teixeira Mota presidia o Iprev durante a administração de JHC e menciona a aplicação dos R$ 97 milhões no Banco Master. Renan também cita as investigações sobre supostas irregularidades relacionadas aos investimentos.
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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigam as circunstâncias de duas aplicações realizadas pelo regime próprio de previdência de Maceió em 2023 e 2024, que totalizaram R$ 97 milhões.
Renan também relacionou o caso à ausência de JHC na entrevista marcada pela TV Gazeta na manhã de terça-feira (1º). No vídeo, o emedebista questiona se o adversário não teria comparecido para evitar perguntas sobre o Banco Master.
“Você fugiu da sabatina na TV Gazeta para não falar sobre o Banco Master, JHC?”, perguntou.
CASO JÁ REPERCUTIA NA CAMPANHA
O episódio já vinha sendo explorado por adversários de JHC. Em agosto, o vereador e candidato a deputado federal Rui Palmeira (PSD) apresentou documentos que, segundo ele, levantam questionamentos sobre a participação da administração municipal na operação.
Um dos documentos identifica JHC como “representante pelo ente”, em referência ao município de Maceió. Rui ressalvou, entretanto, que essa identificação, isoladamente, não comprova que o então prefeito tenha autorizado pessoalmente o investimento.
O parlamentar também apresentou documentos relacionados à atuação de Ronnie Mota. Segundo Rui, o então presidente do Iprev teria assinado uma nota técnica favorável à aplicação e participado de etapas da negociação.
O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. Em nota divulgada pela Prefeitura, o Maceió Previdência afirmou que os investimentos seguiram as normas legais e administrativas e foram aprovados pelo Conselho de Administração.
O instituto também sustentou que, no momento das aplicações, o banco estava habilitado pelo Banco Central e pelo Ministério da Previdência, além de possuir classificação de risco considerada adequada para investimentos. Segundo a autarquia, os recursos representavam menos de 10% de seu patrimônio, estimado na época em aproximadamente R$ 1,4 bilhão, sem comprometer o pagamento de aposentados e pensionistas.
“SILENCIÔMETRO”
Renan afirmou que o “silenciômetro” será atualizado enquanto JHC não apresentar publicamente sua versão sobre o episódio. “Vamos contar quantos dias o JHC segue nesse silêncio gigante”, declarou.
Com a nova ofensiva, Renan transforma o caso Iprev-Banco Master em um dos principais pontos de confronto direto da disputa estadual e leva ao guia eleitoral uma investigação que já vinha ocupando espaço no debate político em Maceió.