Sabatina
Lira apresenta propostas para Alagoas e defende mudanças no Supremo
Em entrevista na TV Gazeta, candidato destacou áreas como recursos hídricos, segurança, saúde, educação e mobilidade
O candidato ao Senado Arthur Lira (PP) apresentou ontem propostas para áreas como recursos hídricos, segurança pública, saúde, educação, turismo e mobilidade em Alagoas. Durante sabatina da TV Gazeta, ele também defendeu mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre as prioridades, Lira apontou a conclusão do Canal do Sertão e o aproveitamento de suas águas para beneficiar pequenos produtores. O candidato propôs a implantação de perímetros irrigados, barragens subterrâneas, assistência técnica e novos sistemas de abastecimento como medidas para enfrentar os efeitos da seca no semiárido.
Na segurança, afirmou que Alagoas enfrenta o avanço de organizações criminosas e defendeu o endurecimento das leis contra integrantes de facções. Segundo Lira, condenados por crimes relacionados a esses grupos devem cumprir integralmente as penas, sem benefícios, e ser impedidos de comandar atividades criminosas de dentro dos presídios.
O candidato também apontou o turismo como uma das principais alternativas econômicas para o Estado e defendeu investimentos em infraestrutura e logística. Na saúde, criticou a qualidade do atendimento oferecido à população; na educação, afirmou que o desenvolvimento de Alagoas depende da melhoria dos índices de aprendizagem.
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DIFERENCIAL
Lira apresentou sua experiência política em Brasília como um diferencial para buscar recursos e articular projetos. Segundo ele, o Senado oferece igualdade de representação entre os estados e pode ampliar a capacidade de Alagoas de disputar investimentos. O candidato prometeu manter uma atuação municipalista, ouvindo prefeitos, vereadores e lideranças locais.
Ao abordar a relação entre o Senado e o STF, Lira defendeu alterações no processo de indicação dos ministros, limites às decisões monocráticas e uma reforma mais ampla do Judiciário. Ele rejeitou um mandato fixo de 10 anos, mas sugeriu idade mínima entre 60 e 65 anos para os indicados à Corte.
O candidato também admitiu apoiar o impeachment de ministro do Supremo em uma situação extrema, sem citar integrantes da Corte ou casos específicos. “Se o caso necessitar que a medida máxima seja fazer o impeachment de algum ministro, ela vai acontecer naturalmente”, declarou.