Novo ciclo
Asplana projeta safra de cana melhor em AL com alta de até 6% no volume
Presidente da associação, Edgar Antunes, credita expectativa às chuvas mais regulares e à reação dos preços do açúcar e do etanol
Com o início de um novo ciclo da cana em Alagoas, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Estado de Alagoas (Asplana), Edgar Antunes, acredita que a safra 2026/2027 resultará em uma moagem com preços melhores e aumento de produtividade na comparação com o ciclo passado.
“A expectativa é que seja uma safra melhor. Estamos acreditando que possamos ter um percentual de crescimento que chegue a 6% no volume de cana no estado. Afinal, as chuvas foram bem mais distribuídas”, destacou Antunes.
De acordo com o dirigente do setor sucroenergético alagoano, que representa mais de sete mil fornecedores de cana, o clima tem papel fundamental no desempenho da safra. “Na moagem passada, tivemos alguns veranicos que prejudicaram a moagem. Agora, estamos tendo chuvas bem distribuídas”, reforçou.
Segundo ele, na safra 2025/2026, os fornecedores passaram por dificuldades financeiras, com atrasos de pagamentos e recebimentos, além de uma diminuição abrupta dos preços, o que impossibilitou muitos deles de adubar e realizar os tratos culturais necessários nos canaviais.
Bastidores movimentados no CSA - 11/09/2026
CRB desceu na tabela após rodada com derrota - 11/09/2026
ASA embarca em busca do título da Série D - 11/09/2026
Ela foi fazer um trabalho voluntário e se emocionou ao encontrar o professor que marcou sua vida
"Se Alexandre de Moraes for culpado, ele tem que pagar", diz Lula
“Então, um ano melhor de chuvas como este pode fazer com que o aumento da safra do estado seja ainda maior. Com isso, a gente acredita poder chegar perto de 19 milhões de toneladas, mas poderia ser bem mais se tivéssemos tido preços normais no ano passado, pudéssemos ter realizado tratos culturais melhores e também tivéssemos plantado mais”, destacou Antunes.
Nesse cenário, de acordo com o presidente da Asplana, a esperança dos fornecedores é que, neste ano, o setor possa ter uma safra e preços melhores em relação ao ciclo passado.
“Os preços começaram a reagir. Para o começo da safra, o ATR de agosto fechou em R$ 1,29, com aumento de 1,5%. O mercado internacional de açúcar está reagindo. Nas telas de outubro e de março, o açúcar tem reagido. O etanol também está se mantendo com um preço aceitável. O fornecedor espera poder conseguir fechar os custos. Apesar de ainda acharmos que o preço está aquém dos custos de produção, ele ameniza um pouco a situação caótica que ocorreu no ano passado”, finalizou Antunes.