Agrofeira
Agrofeira IBC movimenta R$ 1,5 milhão em negócios
Promovido pelos irmãos Celso, Aloísio e Ricardo Barros Correia, evento reuniu criadores de diferentes regiões do Nordeste em uma programação que aproximou genética, mercado e tecnologia
A 4ª Agrofeira IBC, realizada na Fazenda Recanto, em Chã Preta (AL), foi encerrada com cerca de R$ 1,5 milhão movimentado em negócios, 75 lotes de Nelore comercializados, feira de animais e mais de 50 estandes de empresas de Alagoas e de outros estados. Promovido pelos irmãos Celso, Aloísio e Ricardo Barros Correia, o evento reuniu criadores de diferentes regiões do Nordeste em uma programação que aproximou genética, mercado, tecnologia e conhecimento técnico da pecuária de corte.
“O que vemos aqui é a consolidação de uma proposta que vai além da comercialização. A Agrofeira IBC reúne produtores, empresas, especialistas e genética em um ambiente de negócios e conhecimento. O produtor precisa cada vez mais tomar decisões olhando para produtividade, mercado e eficiência, e é essa conexão que queremos fortalecer”, afirma o pecuarista Celso Barros Correia.
A comercialização direta de animais foi um dos principais eixos da programação. Os 75 lotes disponibilizados foram negociados, com a oferta comercial esgotada antes do horário do almoço de sábado. A procura veio de Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco e Maranhão, com destaque para a participação de criadores maranhenses.
Na oferta de touros, a feira apresentou animais de uma mesma geração, buscando uniformidade e maior previsibilidade para o produtor. O modelo comercial adotado estabeleceu preço único, com opções de pagamento à vista, cartão de crédito ou boleto, simplificando a negociação e substituindo o formato tradicional de leilão parcelado.
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A programação também ampliou a discussão sobre temas diretamente relacionados ao desempenho da pecuária de corte, como genética, mercado da carne bovina, economia, regularização fundiária e sucessão familiar. Entre os nomes convidados esteve a economista Lygia Pimentel.
A feira reuniu ainda mais de 50 estandes de empresas de Alagoas e de outros estados ligadas a tecnologia, insumos, máquinas, drones e serviços para o agronegócio. O espaço ampliou a conexão entre produtores e diferentes elos da cadeia produtiva.
“São quase 50 anos selecionando dentro de uma mesma linha de trabalho, mas sem perder a capacidade de acompanhar a evolução da pecuária. Hoje, não basta produzir um animal bonito: precisamos selecionar um Nelore funcional, que tenha capacidade de ganho de peso, precocidade, fertilidade, qualidade de carcaça e eficiência dentro do sistema de produção. A genética precisa entregar resultado para quem está produzindo carne, porque é isso que transforma seleção em valor econômico”, explica Celso Barros Correia.
A seleção Nelore da família Barros Correia, com quase 50 anos de trajetória, foi apresentada dentro dessa perspectiva de eficiência produtiva, com foco em características como precocidade reprodutiva, ganho de peso e acabamento de carcaça.
“O resultado foi liquidez total do rebanho e um grande índice de recompra, além de novos clientes da genética Barros Correia”, reiterou Celso.
A edição de 2026 ganhou ainda uma dimensão histórica ao ser realizada durante as comemorações dos 200 anos da Fazenda Recanto, marco que reúne nove gerações da família Barros Correia ligadas à propriedade e à atividade rural. A trajetória da família também esteve representada no Museu da História Barros Correia, espaço dedicado à preservação desse patrimônio e à memória de uma atividade que atravessa gerações.